Obrigado pela alegria que a sua visita me traz.

             Este blog foi feito de uma coleção de escritos, artigos, crônicas, ensaios, além de entrevistas dadas para a TV, e áudios com "dicas de saúde" oferecidas pelo site de busca "radarsaude.com.br". Essas "dicas" são produzidas para a Radio Rodovia, que edita o jornal "Mato Grosso no Ar" veiculado diariamente em 54 emissoras de rádio no Estado do Mato Grosso, uma das maiores "cadeias de radio" do País. Minhas participações são publicadas nas terças feiras. Os artigos, alguna já antigos, são os mesmos que costumo publicar em jornais e sites noticiosos. A parte não jornalística contendo crônicas, ensaios, especulações em geral, está distribuída pelo menu conforme o tema. É nessa parte que exponho ideias sobre os descaminhos da vida contemporânea, a inconstância de suas bases, a desilusão da política, a degeneração das bases ético-filosóficas e morais na vida das pessoas. Critico a medicina que poucas vezes visa a saúde das pessoas. Enfim, procuro glosar toda a “Torre de Babel” da vida contemporânea que os sociólogos têm chamado de “pós-modernidade”. Previno o leitor que apesar de meu profundo gosto pela cultura e as coisas do espírito não sou pessoa erudita, não me alimento de veleidades intelectuais. Não obstante não deixo de me "arriscar" por entre assuntos complexos da filosofia, da politica e outros. "Conversar" é buscar a realização do domínio da mente sobre essas coisas, e a internet amplia as possibilidades. Diálogo aprimora, isolamento deprime e rebaixa.

        BREVE AUTO-APRESENTAÇÃO- sou Emerson José Distéfano Ribeiro, 67 anos, formado em Medicina em 1972, especialista em Cardiologia. Em 1975 participei da festa de inauguração em São Paulo, do INCOR da FMUSP, e no mesmo ano inaugurei minha primeira clínica, a Incor Paranavaí, no Paraná. Oito anos mais tarde inaugurei em Sinop, MT, a Incor Sinop, onde estou. Sou empresário de transportes, ex Oficial Médico do Exército Brasileiro, formado em Administração de Empresas. Tenho exercido medicina todos esses anos como médico particular, mas sem nunca ter me afastado do paciente da rede da saúde publica, nem do paciente dos planos de saúde. Fui médico do Ministério da Saúde. Atuei como auditor, diretor clínico hospitalar, chefe regional de Saúde Pública, supervisor, auditor médico, chefe de repartições administrativas de saude pública e do antigo INAMPS, Secretário Municipal de Saúde. Tenho 44 anos de prática clínica como cardilogista, o que, entre outras coisas, me faz supor que tenho não pouca noção do que é a caótica medicina brasileira, surpreendentemente excelente em alguns aspectos, dependendo de para onde se olha. O “indigente”, tipo especial de paciente e de ser humano que todo médico antigo conheceu e os novos nem fazem idéia do que poderia ter sido isso, foi um parceiro com o qual se praticava uma das mais puras e elevadas formas de relacionamento humano e médico. Mas esse elemento foi extinto pelas "ações afirmativas" da nossa ignorante democracia, foi substituido por outro cheio de direitos mas anaencéfalo, cujo "chip" cerebral só obedece os comandos eletro-magnéticos recebidos pela internet, pela TV e outros meios de comunicação. Uma tsunami chamada SUS o soterrou a pessoa e a substituiu por seres politicos, afinal saúde agora é outra coisa. É algo muito eloquentemente definido como direito politico do cidadão.

        A Medicina é uma das atividades mais nobres e mais antigas, indispensáveis para a civilização. Mas nem ela escapou ao grande “liquidificador” dos novos tempos, o secularismo, o relativismo extremado, a globalização, os massacres civilizacionais que estão destruindo "o que a antiga musa canta", para se chegar onde ninguém sabe ainda. Então, num site de generalidades como este, eu não poderia deixar de cutucar as feridas da minha profissão. Não faço propaganda de doenças como vejo fazerem quase todos os médicos. Prefiro comentar questões filosóficas, epistemológicas, e a balbúrdia comercial em que se transformou a arte hipocrática nos últimos 50 anos. (A internet está repleta de estudos e informações sobre essas coisas, com considerações e análises de respeitáveis entidades, sociólogos, economistas e cientistas).

            Finalmente, faço agradecimentos como se isto fosse um livro. Agradeço a cada um dos meus pacientes que por décadas têm desafiado e estimulado minha busca pelo  conhecimento. Agradeço às pessoas com quem desfruto o privilégio de viver, especialmente meus pais, filhos, netos e mestres. Mas agradeço com destaque a uma pessoa que exerce decisiva influência em minha vida: Mari Teresinha Nogueira, que além de modelo de cidadã, é para mim, já há dez anos, um manancial de emoções positivas, de compaixão, perdão e amor. Com sua personalidade envolvente ela incutiu em mim recíprocas emoções positivas de alegria, amor e gratidão, emoldurando tudo com seu sorriso fácil e tão agradável. Devotada à família e ao trabalho, minha esposa é generosa com todos, altruísta, afetuosa e gentil.

8 Comentários

  1. Aldino Fey

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    Parabens pela iniciativa. Opinioes serias e conceituadas como as suas  sao fundamentais para  construcao de um mundo melhor.

  2. Inês Nogueira Spinato

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    Ufa… Sabedoria, sabedoria. Obrigada por nos transmitir tanta sabedoria! Obrigada por nos dar o prazer de conviver e fazer parte do seu espaço. É muito bom! Somos eternamente gratos por tê-lo como membro "MAIOR" da nossa: GRANDE, LINDA E MARAVILHOSA FAMÍLIA. Aquele abraço… 

     

  3. carlos eduardo furtado blanco

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    parabéns pela iniciativa. Muito bom poder ler e eventualmente trocar idéias sobre assuntos variados. Um grande abraço

  4. Responder

    Parabéns, Dr. Emerson.

    Em muito, surpresas positivas a cada dia em Mato Grosso. Tive o privilégio de conhecer pessoas especiais, entre elas, o senhor e a sua esposa, Dra. Mari.

    Maravilhada com o design desse seu site, sendo da área da saúde e privilegiar a cultura, a leitura, a literatura.

    Da leitura e da literatura, sinto-me representada.

    Lugares ganham com a presença de pessoas como vocês. Sinop é privilegiada.

     

    Abraço.

      

    • Emerson Ribeiro

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      Muito obrigado pelo exemplar de seu livro. Muito obrigado também por suas palavras, que me homenageiam. Mas, nem preciso pensar como responder a este elogio, pois considero-me tabém privilegiado por tê-la conhecido.

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